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Domingo, Abril 10, 2005
Crer ou não crer, eis a questão...
Não quero ter que entender as mulheres. Não quero compreendê-las. Não quero saber o que querem. Eu queria, apenas, poder acreditar nelas. Ouvir o que falam e tomar isso como verdade. Mas não consigo.
Quanto mais se esforçam em me fazer acreditar em algo, mais tropeçam. Mais se entregam. Mais se confundem. E me confundem. Sou muito imaginativo (se não fosse, não teria um blog, talvez). Penso em situações com a facilidade que um matemático renomado soma 1 + 1.
-- um a parte --
Hoje fui ao show do Oswaldo Montenegro (muito bom, por sinal, muito bem ensaiados, ele sabe usar muito bem a voz e a distância em relação ao microfone, porém o corno não cantou agonia. Corno!), e na hora que as cortinas se abriram, o palco ainda estava escuro e vazio. E assim ficou uns bons 15 minutos. Porém, no minuto seguinte que a cortina se abriu, eu comecei a rir sozinho. Mas rir mesmo, de quase chorar de tanto rir. A namorada de um amigo meu que estava do meu lado me perguntou por quê eu tava rindo tanto. Expliquei. "Imaginei agora um músico desavisado que as cortinas se abriram, atravessando o palco nú, de um lado pro outro, pra poder se vestir. Ele começaria tranquilamente, e no meio, se daria conta que as cortinas estavam abertas, colocaria a mão no meio das pernas, e ficaria naquela dúvida retroz se volta de onde saiu ou se vai pra onde ia...".. E continuei rindo, e ela abismada com meus pensamentos.
-- ... --
Então, concluindo, minha cabeça cria situações muito rápido. Se é verdade ou não, não importa muito pra mim. Basta apenas que eu acredite. E acreditar em mulher eu não consigo, porque elas insistem em fazer sempre as mesmas ceninhas. Cenas essas que já estamos cansado de ver amigas nossas contando como enganaram os namorados. Cenas que estamos cansados de ver em filmes e novelas, onde a mulher jura de pé junto, chora e até briga, dizendo que não fez, quando na verdade, todo mundo sabe que ela fez. E as "mulheres reais" vão pelo mesmo caminho. A vida imita a arte. E vice-versa.
E, por isso, sinto muito a todas, mas eu não acredito em vocês.
[]s a todos
Por Marcelo Gomes em 12:52 AM |
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