Situações da Vida e da
TV narradas com uma
dose de bom humor.


Marcelo R. Gomes
31 anos - Aquário - 31/01
Olhos Verdes - Solteiro
marcelo@clica_aqui...

Tenho:
Um Filho - Gabriel
Uma Filha - Marianna

Não Sou:
Pagodeiro nem Jogador
Então, xô interesseiras!

Hoje estou:
Meu humor atual - i*Eu!


Cinema no Divã

Crônicas
Vida no Rascunho
Boa Esposa e Pensando Naquilo
A.B.P.G.
Patrícia Proença






O Ponto de Encontro dos Blogueiros do Brasil


Template:
Desculpa ae. Eu que fiz!
online




Sexta-feira, Outubro 07, 2011

Nossa... faz tempo que tenho esse blog.... E quase perdi!!!!!

Mas eu volto....não morri não! :) E nem pretendo. :D

Por Marcelo Gomes em 3:32 PM
|

Terça-feira, Janeiro 31, 2006

Só pra constar...

Hoje eu coloco mais uma velinha no bolo. 31 aninhos!! ÊêêÊÊêêêÊÊêê... Parabéns pra mim, que eu seja feliz, que eu não caia da cama, nem quebre o nariz!!! Viva euuuuuuuuu.

É, morar sozinho e estar sozinho é assim mesmo. Compro o bolo, o presente, canto parabéns, assopro as velas e como, sozinho. Mas tudo bem, no próximo melhora, ne? Otimista, sempre! :D

[]s a todos

Por Marcelo Gomes em 8:10 AM
|

Domingo, Dezembro 11, 2005

Não deu pra resistir mais...

Eu voltei. E com o mesmo endereço. Afinal, acontecem sempre várias coisas que me fazem pensar "Essa foi boa!!!". Pra fazer valer o título, vou contar um caso que aconteceu HOJE. Já to colecionando "causos" há algum tempo, coisas que merecem estar aqui, mas a de hoje foi forte, tem que ser registrada imediatamente.

Pra quem não me conhece ainda, eu sou taxado por aí de sempre fazer textos muito longos e, por isso, muitas pessoas não lêem. Mas quem se dá ao trabalho de ler tudo, vê que no final não foi trabalho nenhum. Modéstia a parte, os casos valem a pena. :D

Então, vamos a mais um deles:

Quem espera...

19h de sábado. Estou em casa e um cliente me liga pedindo pra ir a casa dele instalar um programa de monitoramento. Pego os cds, me arrumo e saio. Chove. E eu não sabia. Fiquei meio estressado de ter que ir correndo até o ponto de ônibus pegando chuva. Logo hoje que eu tinha posto um perfume francês, com fragrância amadeirada. Daí misturou aquele cheiro de chuva, com o suor da corrida e o amadeirado, ficou uma inhaca forte de teor desconhecido que pairou por todo o ônibus.

Puxei a cordinha e desci do ônibus. Ainda chovia. Andei naquele passo de maratonista, que a bunda balança pra lá e pra cá. Cheguei em frente a um china in box. Até a casa do cliente ainda era chão e tomar chuva até lá não ia ser bom. Resolvi parar pra jantar, pois já eram quase 20h. Liguei pro cliente e avisei que não ia na chuva, mas já estava lá perto. Entrei, sorri, sentei, peguei o cardápio, escolhi o quase-de-sempre (Yakisoba), e aguardei. Chegou a tigela (sim, uma tigela imensa), e depois de eu olhar totalmente espantado pra ela, comecei a colocar no prato. Eu não sabia que comer no próprio china in box vinha muito mais comida do que aquela caixinha. A atendente me jurou que era a mesma quantidade, mas eu tenho quase 100% de certeza que não é. Vem muito mais na tigela.

Mas agora que começa a parte interessante do caso. Enquanto eu comia, vi grudado na mesa um panfleto da nova promoção deles. Dizia assim: "Agora você vai poder levar pra casa os chinesinhos do China in Box. A cada R$ 35,00 em compras, junte mais R$ 5,00 e leve o seu." Era algo desse tipo. Com esse teor. Embaixo, dizia as lojas que participavam da promoção e que a promoção não era cumulativa e não podia se integrar em outras promoções. Então tá. Continuei comendo.

Terminei e pedi a conta. Deu 23 reais. Pra 35 faltavam 12. E eu não ia consumir mais 12. Não cabia nem mais um biscoito da sorte. Daí, pedi com toda a gentileza do mundo, pra atendente me vender um chinesinho. Ela foi la dentro e voltou dizendo que não podia, por causa do consumo. Pedi com mais jeitinho, e ela disse que o supervisor não deixou. Solicitei que chamasse-o pra falar comigo. Ele veio (já tinha trocado umas palavra com ele quando entrei no restaurante, pra saber até que horas ficava aberto), e eu, ainda com leve sorriso e gentil, pedi se ele não podia me vender o bonequinho, porque várias pessoas já tinham jantado naquele momento e ninguém quis pegar o bonequinho. Ele falou que não podia, que tinha que ser R$ 35,00 numa única nota, que não podia juntar notinhas.

De uma certa forma ele tava com razão. A promoção dizia que não era cumulativa. Eu tentei ganhar pela paciência.

- Amigo, eu quero um bonequinho só. Poxa, vende pra mim vai. Vou levar pros meus filhos.
- Infelizmente não posso.
- Mas não cabe mais nada aqui dentro. Não consigo comer mais nada. Veja bem, eu tenho todos os potinhos, pratinhos e pauzinhos da promoção antiga. Gastei mais de 200 reais em consumo e tenho tudo. Eu coleciono tudo. Quero o bonequinho, quebra essa, vai.
- São as regras, senhor.
- Você quer que eu vomite o que eu comi, pra poder pedir mais comida? - tinha mais umas pessoas na mesa ao lado, mas não ouviram, porque eu não estava criando confusão. Não ainda.
- Se o senhor quiser.
- Só se eu esperar aqui, sentado, até amanhã na hora do almoço pra poder comer mais e juntar.
- São ordens da minha gerência, não posso fazer nada.
- Eu tenho a noite toda pra ficar aqui. Não to com pressa.
- O senhor pode ficar a vontade.

Aí eu fiquei puto. Com certeza ele tá achando que joga mais do que eu. Ele quer jogar paciência, eu vou jogar também.

Era 21:16h. Meu cliente já tinha desistido de mim. Me ligou dizendo que ia dormir, pra eu ir no dia seguinte. Agora sim, eu tinha todo o tempo do mundo mesmo.

- Eu to falando sério. Eu não vou sair daqui sem o bonequinho. - Continuei.
- Ok. O senhor pode ficar aí então.

Ele virou as costas e voltou pro posto dele. A atendente foi também. E meu cartão visa eletron ficou em cima da mesa, com minha conta de 23 reais. Claro que não paguei, porque eu ainda estava atrás de um jeito de conseguir o boneco. Infelizmente o corno do supervisor ainda estava com a razão, e eu sem nenhuma. Mas tudo na vida é um jogo, e eu sei jogar.

Reli aquele panfleto da promoção uma 30 vezes. "A cada 35 reais. Paga mais 5. Leva o boneco. Promoção não cumulativa." Fiquei lendo e repetindo isso na minha cabeça. Eu preciso de 35 reais de consumo numa nota só. Não estou mais com fome. Preciso de uma nota de 35 reais. A minha é de 23. São 21:35. Tá começando a me dar dor de barriga por causa do tanto que eu comi. Estou mudo. Sério e calado. Olhando pelo vidro da loja, para o lado de fora, porém o reflexo do vidro me permite ver todo o balcão atrás de mim, onde o supervisor andava pra um lado e pra outro vendo alguns pedidos. Definitivamente, ele não ligava pra mim. Minha dor de barriga aumenta. Eu começo a suar frio. Não vou ao banheiro da loja, não mesmo. São 21:50. O supervisor acha que eu vou me cansar e vou sair sem o boneco, e ele será uma biba vitoriosa. (sim, ele é biba, não tenho nada contra, mas ele é uma biba chata pra caralho). Sem chance de eu dar esse gostinho pra ele.

O casal com os dois filhos que estavam na mesa ao lado levantam. Foram embora. A nota ficou na mesa. A atendente chegou para limpar a mesa, amassou a nota e jogou junto da lixeira. Eles não guardam as notas. Bingo. Vou pedir a nota pro proximo cliente que consumir bastante. Umas 3 mesas a frente tem um casal, onde o cara era o dobro do meu tamanho e estava consumindo assustadoramente. A mulher dele fazia companhia. É esse. Ele tem cara de ser gente boa. Se não pedirem o bonequinho, eu vou pedir a nota dele. O plano já estava formado na minha cabeça, a dor de barriga pressionando o anel amarronzado e eu com meu perfume amadeirado pensando na cara que a biba ia fazer quando eu mostrasse, triunfante, a nota acima de 35 reais.

22:10h. O cliente da mesa da frente pede sobremesa. Além de dor de barriga, começo a me sentir um pouco mal pois não tomei o remédio de estômago hoje. Tinha acabado e eu tenho que tomar em jejum. O cliente finalmente pediu a conta. Pagou com cartão e não pediu o boneco. Quando o casal se levantou e a atendente se afastou, levantei e fui até eles.

- Com licença. Boa noite. - eu falei.
- ... - ele olhou pra mim com cara de quem não tava entendendo nada.
- Você vai usar essa nota branca que deixou aí em cima da mesa?
- Não. Pode pegar.
- Ok, muito obrigado.

Peguei a nota, olhei o valor: R$ 43,00. Tô feito. Voltei pra minha mesa, sentei, coloquei a nota em cima da mesa e esperei o casal sair. Sairam. Chamei a atendente.

- Pode trazer a máquina do visa eletron, por favor?
- Sim.
- Vou pagar a minha conta de 23 reais e você pode inserir o valor de 5 reais a mais pelo boneco, porque eu tenho uma nota acima de 35 reais.
- Não posso, senhor.
- Como não?? O problema não era uma nota de 35 reais? Eu tenho a nota. Tá aqui. Aí no panfleto diz que eu preciso de uma nota de 35 reais. Está aqui!!!
- Mas não foi o senhor que consumiu.

É. Eles tavam achando mesmo que iam ficar de sacanagem com a minha cara. Mas sem chance, que agora quem tinha a razão era eu. Eu virei o jogo, e já estava ganho. Eu ia até as últimas consequências se fosse necessário.

- Eu não preciso consumir. Preciso ter uma nota. Me mostre onde está dizendo nesse panfleto que eu preciso me empanturrar de comida até fazer 35 reais.
- Onde o senhor viu que só precisa da nota?
- (ai meu saco) Aqui óh: "A cada 35 reais em compras..." Viu? A cada 35 reais em compras. Não fala que sou eu que tenho que comprar e muito menos que eu tenho que comer 35 reais.
- Mas a nota não é sua. É do outro cliente. E ele já pagou.
- E daí? Ele pagou e agora eu vou dar mais os R$ 5,00 pra poder ter o raio do boneco. Eu tenho a nota, isso que importa.
- Mas não pode.
- Me chama o supervisor de novo.
.... ele veio...

- Amigo, o problema era eu ter uma nota de 35 reais, né? Tá aqui óh. 43 reais. Bem acima. Agora eu vou pagar os 5 reais a mais e quero o boneco. Eu falei que ia levar o boneco.
- O senhor vai pagar a conta de 43 reais? - sim, ele fez essa pergunta idiota.
- Claro que não. Vou pagar a minha conta mais 5 reais. Porém, eu tenho a nota que me dá direito ao boneco. - é, eu não cansava de repetir.
- Mas não foi o senhor que consumiu - a atendente começou a falar e a biba levantou a mão pra ela calar a boca e sair dali.

Por um momento achei que ele fosse me dar razão e me vender o boneco.

- Eu não posso te vender o boneco. Você só consumiu 23 reais e já falei com a minha gerência e eles não permitiram. Essa nota é de outro.
- Já falei que no panfleto não diz nada que sou eu que tenho que consumir. Mas tudo bem, se você quer assim - disquei 190 no celular e mostrei pra ele o visor - eu posso dar Send aqui e a gente resolve isso de outra forma. A escolha é sua.
- Pode ligar. Eu não posso te vender.

A biba-mocréia tava achando que eu tava blefando, só pode. Eu estava convicto que iria chamar a polícia pra cuidar daquilo, e se fosse necessário ia todo mundo pra delegacia. Mas eu ia ter o meu boneco. Já era questão de honra.

- Você tem certeza que prefere que eu ligue?? Vai arrumar confusão a toa??
- Pode ligar. Não posso descumprir ordens superiores.
- OK. Send.

Ele voltou pro balcão e eu fiquei tentando falar com o 190 pelo celular. Nas cinco primeiras vezes, tocou, atendeu "Bem vindo a policia militar do estado do rio de janeiro. Boa noite. Tu tu tu". Sim, a ligação caia na hora. Na sexta vez, antes do tu tu tu, veio uma mensagem dizendo que todos os ramais estavam ocupados. As 22:30 todos os ramais do 190 estavam ocupados. Interessante. E dizem que iam proibir o desarmamento e iam confiar na policia. Polícia que não te atende.

Antes que alguém me critique, deixa eu esclarecer uma coisa. Eu realmente não queria ligar pra policia. Acho mesmo que policia tem coisa mais seria pra cuidar do que de uma loja do china in box com péssimos atendentes e péssimo gerenciamento, que não VENDEM um boneco pra um cliente assíduo. Acho que polícia tem que cuidar de assaltos, estupros, casos problemáticos. Mas independente do motivo da minha ligação, é imperdoável eu ter ligado 17 vezes pra 190 e sequer ter sido atendido.

Sim, foram 17 vezes, até que vi uma viatura encostando na frente do china in box. Meu Deus, agora a polícia atende por telepatia. É por isso que o 190 não funcionava. Na verdade, do lado tem uma boate, e eles passaram ali por costume. Como eu estava sozinho na loja, deixei tudo meu em cima da mesa e falei que ia ali fora pra chamar a patrulinha. Os funcionários ficaram me olhando do tipo "tu tá falando sério?"... e eu abri a porta e saí.

Lá fora, chamei o policial que tinha saído do carro pra cumprimentar o segurança da boate, e ele fez com a mão pra eu ir até ele. Eu fiz com a mão pra ele entrar no china in box, que o "problema" era lá. Fomos cada um até o meio do caminho em direção ao outro.

- Opa, boa noite, tudo bom? - eu disse.
- Boa noite.
- Eu estava agora mesmo ligando pra 190 (e mostrei o celular com o 190 ligado), mas não estão me atendendo.
- Qual o problema?
- O problema na verdade é ridículo. Esse restaurante tem uma promoção que a cada 35 reais em compras, você pode pagar 5 reais a mais pra ganhar um boneco. Eu tenho uma notinha de mais de 35 reais, e não querem me vender o boneco.
- Vamos lá.

Eu não distorci nenhum fato. Eu tinha a nota. A promoção deixava esse buraco. Eu queria o boneco.

Chegando no balcão, o policial perguntou qual era o problema. Eu tomei a frente, porque os funcionários ainda estavam embasbacados com a entrada dele.

- Aqui tem uma promoção dizendo que a cada 35 reais em nota .... - eu posso descolar esse papel da mesa? Ou vocês tem algum outro aí? (um papel apareceu na nossa mão), bem então, vamos ler aqui "A cada 35 reais em compras, dá mais 5 reais e leva o boneco.". Viu, simples. Tá aqui a nota de 43 reais, datada de hoje, com horário de agora pouco, eu vou pagar os 5 reais e eles não querem me vender o boneco.
- Por quê vocês não querem vender pra ele? - o policial perguntou
- Porque essa nota não é dele. É de outro cliente. Ele esperou o cliente sair e pegou a nota da mesa.

Ahhh, como eu adoro quando mentem pra se esconderem. Me dão cada vez mais razão.

- Opa.. Pera aí. Peguei da mesa, não. Eu fui até o cliente, que por acaso eu conhecia (e isso importava nesse momento?), e pedi pra ele se ele podia me dar a nota. Ele me deu. Pronto.
- Mas não pode. - o coordenador continuava afirmando.
- Não pode por quê? - perguntou o policial (Agora sim, senti firmeza. O policial tava do meu lado. Se o jogo já tava ganho, agora nem pra prorrogação vai)
- Ahnnn, humm... São ordens da casa.

O policial me olhou, como quem pergunta "E ai?"...

- O panfleto não diz nada que eu tenho que me empanturrar de comida, até fazer 35 reais. Sò menciona que eu tenho que ter uma nota de 35 reais. E eu tenho.
- É verdade. - comentou o policial.
- Mas ele pegou de outra mesa. - Insistiu o coordenador, ainda mantendo a linha (ou tentando manter).
- Mas ele foi de assalto pra cima do cara? Ele tomou a nota do cara? Ameaçou? Não. Ele pediu. E o cliente deu. Não tem problema nenhum de alguém dar a nota pra ele, e ele pegar o boneco. - disse o policial.
- Mas é o regulamento, é o cliente que tem que consumir. - já visivelmente aflita a biba.
- Aqui não diz nada disso. - eu continuei - e se eu tivesse dado 5 reais pro cliente pra ele vir pegar o boneco e depois me dar? Vocês iam fazer o que? Iam pular em cima da mão dele dizendo que ele não podia me dar o boneco?
- Pois é - validou o policial - Ia ser a mesma coisa. Vocês estão criando muito problema onde não tem. Não tem porque vocês fazerem uma coisa dessas. Cadê o gerente da loja?
- Já ligamos pra ele, e foi ele quem não autorizou. Mas se ele tivesse conversado, eu teria arrumado uma nota qualquer aqui acima de 35 reais e feito pra ele.
- MENTIRA!!!! BIBA MENTIROSA FILHA DE UMA PUTA MANCA. Eu cansei de pedir, dizendo que várias pessoas ali já tinham consumido isso e você falou que não podia.
- Tô aqui há 5 minutos e vocês nem se pronunciaram ainda em vender pra ele. - disse o policial.
- E eu to há 1 hora e meia. - eu disse, baixinho.
- 1 hora e meia?? Ahhh não, pera aí. Vou autuar eles agora. Me dá seu crachá funcional, ou identidade com nome e registro. - O policial pediu ao coordenador.

Hahaha. Meus olhos quase encheram de lágrimas de felicidade por alguém me defender com vontade. A biba sentiu que tava com o cu na seringa, como a gente diz por aqui pra quem tá quase ferrado. O coordenador pediu pra um funcionário trazer um crachá. Veio um cara com um crachá todo remendado só com o primeiro nome escrito. O policial olhou com cara de nojo e falou que aquilo não era identidade. Ele queria a identidade dele, o RG. O coordenador foi la pra dentro, passou 3 minutos e voltou falando no celular.

- Cadê a identidade? - perguntou o policial.
- Só um minuto por favor. (e continuou falando no celular, já visivelmente desesperado, mas ainda tentando manter a pose.)
- Eu tenho a noite toda - o policial falou.
- Eu dei a mesma resposta pra ele há 1 hora atrás. - eu disse.

Eu tinha que cutucar, ne? Tenho certeza que ele vai tomar pavor dessa frase de hoje em diante "eu tenho a noite toda". Hehehe

Nisso a biba ligou pro gerente, falou que eu tinha levado um policial lá e que o policial tava falando que eles tinham que me vender o boneco. A biba ouviu, ouviu, ouviu e deu o telefone pro policial, dizendo que queriam falar com ele.

- Eu não quero falar com ninguém. Quero a sua identidade e já é a terceira vez que eu peço e não vou pedir mais. Ou me dá a identidade agora ou vou te levar preso! - falou enérgico e com cara de nervoso.
- Já tá sendo desacato. - eu espetei.

Se a biba tava com o cu na seringa, agora tinha entrado a seringa com agulha e tudo mais. Ele já não conseguia mais achar o que tavam mandando ele procurar pelo telefone. Virava as páginas de uma agenda telefonica meio que tremendo, e devia estar fazendo um esforço descomunal pra não soltar todas as plumas ali e começar a berrar desvairadamente.

Finalmente achou o telefone, ligou pra pessoa, e falou o que tava havendo. O cara (que devia ser um advogado), orientou ele a dar logo a identidade. Ele tirou do bolso e entregou.

- Agora sim, te autorizaram a dar o seu documento, é? - disse o policial, irônico.

O policial anotou o nome dele todo atrás do panfleto da promoção, junto com o número da identidade. Nisso, pelo telefone o cara também deve ter mandado me vender logo o boneco. O supervisor balançou a cabeça, foi la dentro, pegou o boneco e me trouxe na caixinha. Ainda com o celular no ouvido. Dei meu cartão, paguei minha conta de 23 + 5 do boneco.

O policial me deu o papel com o nome e o numero do rg do coordenador, e disse que se eu tivesse me sentido lesado por causa disso, pra levar esse papel na delegacia e abrir queixa contra a empresa e bla bla bla. Balancei a cabeça dizendo que sim. Agradeci ao policial pela ajuda e ele saiu.

Um ponto importante agora. O policial foi SUPER esperto. Fez o que tinha que fazer, que era obrigar a me venderem, porque eu estava certo e totalmente dentro da promoção que o panfleto divulgava. E ainda me deixou na cara do gol, pra eu poder descascar a empresa. Eu tava com a faca e o queijo na mão. Era só saber negociar e eu conseguia todos os bonecos da loja e mais um monte de china in box. Achei brilhante o ato do policial e acho mesmo que ele fez na intenção de me deixar na vantagem.

Mas, não ia perder minha razão. Pedi pra falar com o cara do telefone, ele falou comigo, meio grosseiramente no início, sem querer se identificar e nem dizer o nome, disse só que era "o dono" da loja, coisa que eu sabia que não era, porque esse tipo de conversa é advogado quem usa. Falei muito no ouvido dele, dei muito esporro, disse que era um absurdo um cliente de anos e anos de consumo em várias lojas do China in Box ter que ficar aguentando risinhos de canto de boca de funcionário por causa de um boneco.. bla bla bla. Falei muito. Certa hora ele tentou negociar comigo, me perguntando o que eu queria, porque até então eu tinha o papel. Eu falei que eu não tava em negociação, que eu tinha o papel pra SE eu quisesse abrir queixa, eu podia. Mas eu não queria e inclusive estava devolvendo o papel pro coordenador (vocês precisavam ver a cara de alívio da biba quando eu devolvi o papel com o nome dele. Acho que realmente tinha uma seringa inteira la dentro e, naquela hora, saiu toda, tamanho foi o alívio dele). O cara do telefone chegou a comentar que me daria a boneca também, mas eu disse que não queria. Que eu iria ter a boneca sim, mas iria consumir pra isso. "Não to querendo nada de graça não. Só quero que aprendam a fazer as coisas certas." Disse como deveria ser a frase pra prender o cara no consumo dele, ele concordou comigo que eu estava certo, me agradeceu, disse que ia mudar todos os panfletos e bla bla bla.

Falei pra biba que eu não tinha nada contra ele, mas que era pra ele pensar melhor da próxima vez que alguém pedisse algo tão simples quanto foi o meu pedido a ele.

Saí de lá com o boneco. Me sentindo vitorioso. E com a lição de moral que talvez ele não tenha percebido ou. quem sabe. nunca aprenderá: Quem quer algo, por menor que seja, se for persistente e souber olhar as oportunidades que aparecem a todo momento ao seu redor, com certeza conseguirá.

[]s a todos

Por Marcelo Gomes em 2:15 AM
|

Terça-feira, Setembro 20, 2005

Valeu, gente.

Foi bom enquanto durou. Foi muito legal ter conhecido você, você e você.

Vocês todos, foram bastante especiais para mim. Cada comentário, cada visita, cada participação, tenha certeza que me fez bem. Mesmo as críticas me fizeram bem. Me fizeram enxergar por outro ângulo. Me fez pensar. A crítica poderia não estar correta, e no final das contas eu posso até não ter concordado, mas pelo menos me fez pensar.

E é isso. O blog termina aqui.

Qualquer dia eu volto, em outro local, com outro nome. Mas a mesma personalidade.

[]s a todos e sejam felizes.

Por Marcelo Gomes em 2:53 AM
|

Quarta-feira, Setembro 07, 2005

É... acabou.

Ela é só uma menina
e eu pagando pelos erros
Que eu nem sei se eu cometi
Ela é só uma menina
e eu deixando que ela faça
O que bem quiser de mim

Se eu queria enlouquecer
Essa é a minha chance
É tudo o que eu quis
Se eu queria enlouquecer
Esse é o romance ideal

Não pedi que ela ficasse,
ela sabe que na volta
* Ainda vou estar aqui *
Ela é só uma menina
e eu pagando pelos erros
Que eu nem sei se eu cometi

(Romance Ideal - Paralamas do Sucesso)

É, o herbert já cantava isso ha muito tempo...
No meu caso, só errou onde tem **. Não, não vou mais estar esperando.

[]s a todos

Por Marcelo Gomes em 11:00 PM
|

Segunda-feira, Setembro 05, 2005

Ela não gosta de mim, mas é porque eu sou pobre...
"Tô com uma mão na frente, e outra atrás e já faz tempo que eu estou a te dizer, tô com uma mão na frente, e outra atrás... ah, de você..." - O Pobre, Leo Jaime.

É pe-pessoal... O dinheiro é o que move o mundo, faz as pessoas mudarem de idéias e ideais. Com dinheiro, tudo é lindo. Sem dinheiro, até a coisa mais fácil, se torna quase impossível de ser feita.

Não que isso me deixe abismado. Já passei da fase de me abismar com o poder do dinheiro, e a tristeza que a falta dele causa. Sou pobre sim. Sou mesmo. Não tenho dinheiro. Pra ser sincero, nunca tive. O que ganho hoje, gasto hoje mesmo. No máximo, sobra pra gastar amanhã. E eu gasto. As vezes tenho dó de gastar com algumas coisas, mas incrivelmente gasto com outras muito mais insignificantes.

E elas, as mulheres... ahhh, as mulheres. Elas só ligam pra isso mesmo. Pro que o dinheiro pode comprar. Falam de amor como se fosse tudo que importasse, mas na hora mesmo de decidir as coisas, não é o amor que conta, mas sim seu saldo bancário. O que conta é o quanto você con$eguirá fazê-la feli$. Amor? Amor é pros ricos. Pobre não pode se dar o direito de amar. Pois será um amor em vão, amor passageiro.... tão passageiro quanto seu salário na sua conta. Algo rápido e pouco eficaz.

E pensar que eu mudaria toda a minha vida por causa de amor. Ha ha ha. Realmente, essa foi boa!

[]s a todos

Por Marcelo Gomes em 12:25 AM
|

Segunda-feira, Agosto 29, 2005

Que feio. Abri a tela de postagem.... fiquei 10 minutos olhando pro retangulo branco, com um cursor piscante esperançoso por correr avidamente pela tela, deixando para trás letras que formassem algum texto no mínimo engraçado... porém, depois de quase 30 minutos olhando um filme, não consigo pensar em nada para escrever. Vontade tive, palavras me faltaram.

Outro dia, quem sabe.

[]s a todos

Por Marcelo Gomes em 2:41 AM
|

Sábado, Junho 11, 2005

To vivo sim.. :D

[]s

Por Marcelo Gomes em 3:58 PM
|